terça-feira, 25 de junho de 2019

4.176 dias

4.176 dias, 137 meses, 11 anos. Este é o tempo que estou na universidade em cursos de graduação na UFRGS. Em 18 de janeiro de 2018 saiu o listão que me colocava dentro das Ciências Sociais. Alguns anos depois desisti do curso e vim para a PEAD. Hoje, com menos de 1% do curso inconcluso, com TCC escrito e com data para apresentá-lo, volto à postagem "Popper, formatura e 10 anos de universidade" e me emociono outra vez com tudo que aconteceu e passou desde aquele janeiro. Muitas coisas aconteceram, diversas versões de mim existiram desde então. Refletir sobre minha prática é também refletir sobre quem sou e como me posiciono. Não tenho dúvidas que mesmo depois dessa mesma postagem que falei acima já não sou a mesma também. Pensar a prática do estágio e da escrita do TCC me fizeram muito refletir sobre que tipo de professora quero ser e o quando a PEAD contribuiu com isso. Sobre me repensar, sobre não achar que aquilo que creio são verdades absolutas, ainda que minhas "opiniões" costumem ser fundamentadas a partir de leitura

"A educação é um ato político"

Reler as postagens antigas nos faz observar o que modificou, mas também o que permanece muito parecido. Tive que lidar há poucos dias com uma mãe de aluno bastante alterada, pois trabalho em sala de aula com funk e com o conceito de que Cabral não descobriu o Brasil, mas que a chegada dos portugueses representou invasão, apropriação das terras e o extermínio de diversos povos indígenas. Essa mãe questionou muito muito sobre essas práticas, mas não deixou argumentar os motivos que me levam a fazer a opção sobre essa ferramenta que é o funk e a opção também que é trabalhar com uma visão crítica da história.


Essa história me lembrou bastante da postagem "reflexões sobre os vídeos da professora Ilma Passos Alencastro Veiga" em que citei as reflexões "A educação é um ato político" e "Não há como separar o político do pedagógico". Estes temas continuam sendo atuais e cada vez mais presentes. Optar por trabalhar versões diferentes da história é uma tomada de posição e faz parte de posição política, mesmo aqueles que pretendem se manter "neutros". 


Dificuldades e compromissos

Intitulei uma das postagens no 3º semestre do curso como Continua sendo difícil, mas melhorou. Escolhi essa postagem para falar desse assunto, pois foi o texto mais racional sobre o assunto. Relendo as postagens sobre a interdisciplina PPA em ação é perceptível que o principal problema foi a minha postura.  Interdisciplinas nos exigiu muito, talvez com uma proposta que não tenha feito muito sentido naquele momento (e que não faça muito sentido ainda hoje, mas a postura de ficar apemas reclamando - e surtando - também não ajudou muito. Me acalmar, respirar e levar mais a sério também as atividades foram o que fizesse com que conseguisse concluir as atividades. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Em resumo

Como já afirmei, foi um exercício interessante retomar o que escrevi no início do PEAD. Observar no que evolui, no que modifiquei e no que, mesmo mantendo alguns conceitos, passei a refletir sobre eles e não mais naturalizá-los. Observar como teoria e prática devem andar em conjunto e a gente se repesar e refletir a todo instante sobre o que estamos fazendo e qual nossa intencionalidade ao propor em aula os temas, as formas, etc. 

Filmes

Outro assunto que me foi tão recorrente no estágio. A combinação com a turma que assistiríamos todos os filmes do Harry Potter durante o semestre, a utilização de outros filmes ao longo do semestre, as aulas passeio... tudo que foi considerado "matar aula” já que eram aprendizagens feitas fora do ambiente de sala de aula.. Reler os comentários que fiz sobre as aprendizagens que fiz dos filmes assistidos me fez ter mais certeza do acerto em utilizar diferentes ferramentas, ainda que vá ser alvo de críticas

precarizacào

Ao escrever sobre projeto de escolas, citar Darcy Ribeiro e a precarizaçãome faz me dar conta de como ainda poderia piorar muito a situação a educação. Termos sido, escolas e professores, alçados à categoria de inimigos por um governo que quer destruir direitos históricos da classe trabalhadora e agora incentiva a tirarem alunos e alunas do ambiente escolar para isolá-los ainda mias é, sem dúvida, projeto e dos mais perversos.

públicos e escolas diferentes.

Tem sido um exercício interessante reler as postagens ainda mais porque  me dou conta de quanto perdi ao n'ão tê-lo feito durante o semestre. Mudei de escola desde que iniciamos o curso e, mesmo que algumas propostas e pensaamentos tenham se mantido, é perceptível a diferença na forma em que foi recebido e lidado elas diferentes escolas temas similares. Ao trabalhar consciência negra e a luta contra o racismo, por mais que tenha sido positivo na minha primeira escola na segunda - absolutamente mais periférica e majoritariamente mais negra. As diferenças De recepção ao tema e as atividades são bastante importantes de ser analisados.