Acabo de me dar conta que faz exatamente 10 anos que meu nome saiu no listão do vestibular. Bixo nas Ciências Sociais - Licenciatura - diurno. 30º lugar num curso com 100 vagas, Ímpossível não ficar martelando sobe tudo isso no período em que muitos amigos estão defendendo seus tccs, enquanto outros estão passando na seleção do doutorado. Saber de tudo que poderia ter feito e tudo o que fiz desde então. Já escrevi diversas vezes no blog sobre o fato de me auto-sabotar e o quanto minha irresponsabilidade tem relação com isso. Que poderia - deveria - ter me formado 5 anos atrás, mas fui viver a universidade esqueci dos meus estudos. Não nego que foi uma experiência vital pra mim. Hoje que estuda na UFRGS, mas não vivo o seu cotidiano, sei o quanto me faz falta e o quanto foi fundamental pra ser quem sou hoje ter vivido o cotidiano da universidade. Todo esse texto foi iniciado por ter usado Karl Popper, um físico que é estudado em epistemologia, para falar sobre o conceito de falseabilidade. Esse foi uma das últimas aprendizagens que tive nas ciências sociais e me deu uma nostalgia absurda. Não consigo negar: de verdade? não sou a maior fã da pedagogia. A faço porque amo meu trabalho e quero contribuir mais para a aprendizagem dos meus alunos. Quero muito ser orientadora escolar e sei que as aprendizagens no curso me serão fundamental. Mas também que as que tive na cso serão importantes na minha prática e na minha vida
Mostrando postagens com marcador Filosofia da educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia da educação. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Ética, regras e trânsito
Fazendo uma atividade de filosofia sobre ética, lembrei de um debate que sempre tenho com minhas turmas e com pessoas em geral sobre regras no trânsito.
A primeira vez que aconteceu esse debate foi porque em uma turma de 3º ano do ensino fundamental, uma aluna que tinha entre 8 e 9 anos me disse que andava no banco da frente do carro e que não teria problemas porque o pai dela era policial militar e que se parassem eles em alguma blitz, os deixavam passar. Num primeiro momento fiquei estarrecida, mas combinamos de voltar o assunto em aulas seguintes. Levei um vídeo para eles sobre acidentes de carro. Falava sobre cruzar o sinal vermelho e não usar o cinto no banco de trás. Fiz o debate com eles sobre as regras não serem seguidas apenas pelo medo de serem punidos, mas que as regras e as punições existem por motivos concretos, e no caso do trânsito, para salvar as vidas. Discuti com a aluna sobre o perigo dela sentar no banco da frente não só pela idade, mas também pelo tamanho (ela era ainda menor que a média das crianças da idade dela) e o porquê de estar errado ela sentar no banco da frente.
Desde então, uso esse debate pra discutir com meus e minhas alunas sobre regras e punição. Que não é o medo de punição que deve nos fazer seguir ou não uma regra, mas as consequências dela. Se eu entender o motivo por trás da regra, posso decidir se posso ou não transgredi-la. Afinal, muitas vezes, as regras também precisam ser transgredidas. Cabe ao indivíduo a capacidade de reflexão de qual pode ou não.
A primeira vez que aconteceu esse debate foi porque em uma turma de 3º ano do ensino fundamental, uma aluna que tinha entre 8 e 9 anos me disse que andava no banco da frente do carro e que não teria problemas porque o pai dela era policial militar e que se parassem eles em alguma blitz, os deixavam passar. Num primeiro momento fiquei estarrecida, mas combinamos de voltar o assunto em aulas seguintes. Levei um vídeo para eles sobre acidentes de carro. Falava sobre cruzar o sinal vermelho e não usar o cinto no banco de trás. Fiz o debate com eles sobre as regras não serem seguidas apenas pelo medo de serem punidos, mas que as regras e as punições existem por motivos concretos, e no caso do trânsito, para salvar as vidas. Discuti com a aluna sobre o perigo dela sentar no banco da frente não só pela idade, mas também pelo tamanho (ela era ainda menor que a média das crianças da idade dela) e o porquê de estar errado ela sentar no banco da frente.
Desde então, uso esse debate pra discutir com meus e minhas alunas sobre regras e punição. Que não é o medo de punição que deve nos fazer seguir ou não uma regra, mas as consequências dela. Se eu entender o motivo por trás da regra, posso decidir se posso ou não transgredi-la. Afinal, muitas vezes, as regras também precisam ser transgredidas. Cabe ao indivíduo a capacidade de reflexão de qual pode ou não.
Assinar:
Postagens (Atom)