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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Gênero e contos de fada

Estou tentando entender o porque de eu me boicotar. Uma vez uma psicóloga me questionou isto e eu fiquei furiosa, mas é inegável que eu faço. Este semestre teve a interdisciplina que será provavelmente a minha favorita do curso e eu deixei tudo para os 48 do segundo tempo. Adorei fazer todas as atividades de literatura. Amo o assunto e falar sobre a questão de gênero nos contos de fada foi incrível.  Decidi copiar e colar aqui o trecho que foi o que provavelmente será o texto que mais gostei de ter escrito nos ultimos dias

2. Escolher um livro contemporâneo e comparar as personagens femininas desse livro com as dos contos de fadas.
Pensei muito em qual livro escolher para usar como exemplo, mas não posso fugir sdo Harry Potter. Não só porque acho que ele possa ser usado como analogia a toda e qualquer situação na vida (em especial, na política  - existem até disciplinas da ciência política que o utilizam). Também não é pelo fato da autora, Joanne Rowling, ter precisado de um pseudônimo para escrever, pois acreditava-se que meninos não leriam aventura escrita por mulheres.  Escolho acima de tudo por ser um exemplo de mulheres/meninas fortes e determinadas. O heroi da história só sobreviveu por causa de sua mãe,  só passou por todas as provas por que tinha ajuda de sua melhor amiga que era "@ brux@ mais inteligente de sua idade. É um livro com o heroi masculino, mas é inegável a presença marcante muotas mulheres. Poderia falar sobre muitas outras mulheres que, para o bem ou para o mal, marcaram os livros. Mas eu poderia falar sobre o HP para o resto da vida..."

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Livros, música e amor, muito amor ❤

    Encerrando a Semana Estadual do Livro de forma brilhante,  tivemos uma aula incrível de Literatura! Sei - ou imagino  - que não tenha sido esta a intenção ao programar a aula para ontem, mas foi uma feliz coincidência!
    18/4 É comemorado o dia Nacional do Livro Infantil por ser o aniversário do Monteiro Lobato (e apesar de todas as críticas que se possa fazer a ele, é inegável a sua contribuição para a literatura infantil do nosso país). Sendo assim, foi estabelecido que a Semana do dia 18 seria celebrada a literatura no nosso estado.
    Uma vez que trabalho também na Biblioteca da minha escola, essa foi uma semana bem agitada. Semana de lançamento da Gincana Literária em que vimos - eu e minhas colegas de escola - o entusiasmo de todas as alunas e todos os alunos. Vê-las e vê-los empolgados com Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Machado de Assis, Fernando Pessoa, entre outros. Percebê-los levando as obras clássicas para a sua realidade e os seus gostos é incrível.
    E chegar na Universidade e continuar nesse clima, ler Gonçalves Dias,  Castro Alves - provavelmente o poema que mais mexe comigo -  Guimaraes Rosa (um dos livros que eu tive grande dificuldade, mas grande prazer em ler) e, por fim, o meu grande amor literário e musical, Chico Buarque.
   Sobre este último quero falar mais. A música escolhida - Construção - mexe muito comigo. É uma das favoritas do meu pai e fala sobre o segundo pior momento da nossa história (nada, nunca, será pior que a escravidão). Falar sobre a ditadura, pra mim que sou militante sindical, pelo socialismo e feminista,  é bastante emocionante em qualquer momento, mas nessa semana em que o Ustra foi homenageado na Câmara dos Deputados, no período de fortalecimento do conservadorismo como vivemos,  ler/ouvir esta música me levou a uma catarse emocional que ainda estou sentindo. Espero, como professora,  que minhas alunas e meus alunos possam sentir em algum momento este sentimento nas minhas aulas.