segunda-feira, 28 de março de 2016

Estudos e pesquisas X Pensamento Dogmático

    Na última aula presencial discutimos, dentre outras coisas, sobre pensamento crítico e pensamento dogmático. Acredito ser essa uma discussão fundamental no campo da educação, pois, apesar de dizermos que queremos alunos críticos (isso consta inclusive no artigo 35 da LDB que trata sobre o Ensino Médio - "III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico" ), tendemos a agir como se nossa opinião ou qualquer assunto que toquemos em sala de aula seja verdade absoluta e o aluno que questiona o faça por ser "rebelde" ou até "mal educado",
   E notamos esse tipo de postura cotidianamente nas colegas (de PEAD e de escola) e em nós mesmas. É difícil, devida a cultura que fomos criadas e convivemos, aceitar um alunos nos questionar... Seja qual for o assunto. 
   Óbvio que a crítica pela crítica é algo vazio e se a crítica for feita ela precisa se dar em base de argumentos e não em "essa é a minha opinião", como vemos em muitas discussões atuais, em que percebemos que dados sócio-históricos são desdenhados em nome do respeito à opinião do outro, mesmo que essa opinião não tenha qualquer fundamentação. Poderia ilustrar esse meu último parágrafo com o atual panorama político no país (pois diferente de algumas colegas, acredito que ser professora e ser aluno é algo político, portanto, não deve se alienar da realidade que nos rodeia, que produzimos e somos produzidas). Há quem defenda o impeachment da presidenta por ela ser "a governante que mais foi corrupta" ou "do partido que mais roubou a nação", mas quando apresentamos dados que demostram que isso não é verdade, mostramos que aqueles que se intitulam os "líderes anti-corrupção" são tão ou mais corruptos que os membros do atual governo, somos chamados de "petralhas" (sic), de colaboradores da corrupção e muito mais, mesmo que tenhamos sido oposição do governo desde 2002, mas uma oposição de esquerda e não corrobora com um ato, apesar de constitucional, que não faz sentido, pois a presidenta não foi acusada de nenhum crime e aqueles que a julgarão, foram! 
   Isso me faz refletir que devemos sempre tentar nos embasar e ter acesso ao máximo de informações antes de chegarmos a qualquer conclusão sobre qualquer assunto. E, acima de tudo, temos que nos desvencilhar dessa ideia de que ciência - estudos aprofundados, pesquisas, etc - sejam "verdade". Por mais que busquemos a verdade das coisas, devemos entender que ela é isso, uma busca e a verdade existe de acordo com a lente que a observamos e essa lente nunca será isenta de qualquer opinião, pré-conceitos e ideologias. E mesmo que nos baseemos em estudos científicos e dados empíricos, sendo a ciência a busca da verdade - e não A Verdade -  esses estudos podem ser refutados e nós deveremos nos readequar,,, 

 Como diria Marx e Engels (não Hegel, hehe) no Ideologia Alemã "Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência". Ou seja, nossos pensamentos, nossas opiniões de formarão a partir das nossas realidades e da nossa experiência prática. Então, todas as nossas opiniões e conceitos se formarão a partir do nosso lugar de fala e não podem ser tratados, mesmo como pesquisadores, como neutros. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Recomeços

Um novo semestre se inicia e com isso novos desafios. Além das atividades do Pead, inicio hoje, junto a Coordenadoria Regional de Educação, o curso "EDUCOMUNICAÇÃO E TIC NA ESCOLA PARA PROFESSORES - 27ª  CRE" com o intuito de aprender a lidar com as ferramentas digitais que a Secretaria de Educação d Estado nos disponibiliza para trabalhar em sala de aula. Acredito que isso auxiliará a minha formação e contribuirá com a construção dos conhecimentos a que tenho acesso no Pead e vem ao encontro ao conceito de Sociedade da Informação que temos estudado (mesmo sabendo que quase metade da população não tem acesso à internet) 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Workshop - documento

   Engraçado como podemos nos boicotar. Uma vez minha psicóloga me disse que eu me boicotava e a eu fiquei muito brava com isso, mas é inegável que eu, de fato faço isso. Se não bastasse finalizar as atividades aos 48 do segundo tempo, ainda demorei mais para escrever a reflexão para o workshop por medo da tarefa, da complexidade, do tempo que levaria para ser feita.
   Quando fui fazer de fato a atividade, coloquei a música no último volume - afinal, meu déficit de atenção me faz prestar atenção a tudo e perder o foco do que eu faço, a música me ajuda a concentrar - e sentei para fazer. Para minha total surpresa, foi extremamente tranquilo e diria até prazeroso fazer. Não por isso menos complexo, mas fazer a atividade fluiu de forma muito tranquila. Iniciei com uma série de pensamentos de como seria, mas a escrita foi muito mais fácil e falou de outros assuntos bem diferentes do que pensei no princípio.
  Vi a escrita dele como uma extensão do blog, afinal foi uma reflexão do semestre e é aqui que fazemos essa reflexão cotidianamente. Talvez por isso, a escrita desse diário de campo foi citado por mim como das melhores partes do semestre. O único problema que tenho tanto com o que escrevi lá, quanto com o que escrevo aqui é a forma pessoal com que o faço. Por mais que seja uma reflexão sobre o que aprendi durante as interdisciplinas, são dois documentos acadêmicos, e portando deveriam ter essa forma, escrita acadêmica. Sair da primeira pessoa e encarar como produção científica, mas ainda estou aprendendo e isso deve ser readequado a partir do próximo semestre. Agora é esperar a apresentação e segurar minha dificuldade de falar em público.

Aula do dia 25/11

Fim do ano e eu cada vez mais perdida... Não sei se foi correto mudar de curso, não sei se tenho a disciplina suficiente para realizar as atividades. Até agora tenho mostrado que não. Estou me sentindo frustrada com tudo. Não consigo dar conta das atividades na escola. não consigo dar conta das atividades da universidade... Tanta coisa pra fazer eu começando a entrar em desespero. 

  Mas como este post, nem o blog, é sobre os meus desabafos cotidianos, vamos ao que realmente interessa: A aula da última quarta-feira foi muito boa. Sem dúvida, história está entre minhas disciplinas favoritas e falar sobre o processo de criação e formalização da escola no Brasil é extremamente interessante, principalmente no que tange às relações complexas e delicadas e (des)respeito às outras construções sócio-históricas que não a do homem, branco e europeu (ou com ascendência europeia). Falar sobre a educação de povos indígenas, sobre a educação das mulheres, de negras e negros, e por conseguinte a aplicação da lei 10.639, é o que me faz querer ser professora. Ter trabalhado o 20 de novembro com meus alunos, ter visto as minhas alunas de cabelo crespo soltando deus cachos e sentindo orgulho deles é o que me faz querer ser professora... Entender que somos agentes históricos que podemos e devemos tomar as rédeas dos nossos destinos, de nos "auto-determinarmos", que mesmo concordando com Marx de que “Os  homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado.”, temos que ser atores da nossa realidade e por isso a necessidade de empoderar alunos e, principalmente, alunas e isso só é possível se conhecermos a nossa história. 


  Mas além da aula de história, tivemos a explicação de como deve ser preparado o workshop de final de semestre e devo ter me dado conta do pavor que estou. Não pelo trabalho, que parece relativamente fácil de ser entendido (apesar de não ser tão fácil de executar), mas por me dar conta que o semestre está acabando e eu não sei se darei conta das disciplinas...


(Em tempo: era óbvio que iria ocorrer de eu não publicar alguma postagem e só ne dar conta um mês depois,  mas como gostei muito daquela aula, acredito que valha a pena postar mesmo assim  )

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Última atividade... Agora só falta o seminário!

Finalmente terminei tudo, ou ao menos acredito nisso, que deveria ter feito desde outubro!  Esse ano foi de loucura total, mas espero que 2016 seja mais tranquilo!

Alfabetização

   Esta interdisciplina foi tão difícil pra mim que tento há 3 dias postar algo sobre ela e o blogspot não permite! Vamos tentar mais uma vez:
   A conclusão dela foi uma tarefa hercúlea para mim. Nunca gostei muito do assunto e ter que ler textos, fazer as atividades foi extremamente difícil e tive que usar toda minha força de vontade para realizá-las. Sei que deixei quase todo o conteúdo do semestre para o fim, mas, sem dúvida, um dos motivos era ter de fazer as tarefas de alfabetização. Não só porque em todas as atividades se partia do pressuposto "em quanto tempo tu consideras que a tua turma estará alfabetizada" ou "quais as melhores estratégias para se alfabetizar". Entendo que alfabetização não termina quando os alunos já realizam as relações fonema-grafema e codificam e descodificam textos, mas essa, que é a realidade mais focada na disciplina, foi uma fase, mesmo que podendo ser muito aprofundada, já superada pelos meus alunos. Eu prefiro dar aula para o 4º e 5º ano justamente por ser as turmas que terei menos contato com a alfabetização. Óbvio que meu trabalho é o de continuidade desse trabalho, uma vez que tenho que trabalhar ainda com aprendizagens insuficientes em anos anteriores, com pouquíssimos que ainda não detém o conhecimento da escrita e da leitura, e mesmo aqueles que já detém ainda necessitam saber diferenciar s, ss, ç, x, c, sc ou x de ch. 
   Espero agora que com essa conclusão as coisas melhorem para mim.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pra variar, atrasada

Estou ás 2h55min da manhã do dia 29/12 fazendo atividades, lendo textos... Isso, sem dúvida é fruto da correria do fim de ano (depois do dia 14/10 minha vida virou um inferno), mas é, também sem qualquer dúvida, fruto da minha incapacidade de  me organizar e de ter foco.
Outro exemplo claro dessa falta de foco: essa postagem era pra ser sobre psicologia e está sendo sobre minha desorganização. Mas vamos lá: Acredito ser impossível ler textos de psicologia sem nos sentir identificados em muitos momentos (seja nas fases do desenvolvimento sexual - talvez não nós propriamente, mas crianças ao nosso redor; seja no id, ego ou superego e, no que acredito ser o mais fácil de identificação, nos nossos mecanismos de defesa - sem dúvida alguma "sofro" de racionalização de todas as minhas atitudes), mas a intenção desse texto era pra me questionar o motivo de os assuntos que mais me interessam são os que sou mais arredia. Ok, a disciplina que mais fiz atividades foi história (meu assunto favorito), mas psicologia está, sem dúvida, no segundo lugar e mesmo assim só estou finalizando-a no último minuto. Por que me boicoto deste jeito?