terça-feira, 16 de janeiro de 2018

igualdade, equidade e liberdade



 “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,  humanamente diferentes e totalmente livres”

Rosa Luxemburgo

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Essa frase tem uma importância enorme pra mim. Ela é um dos meus norte de vida, militância e prática docente. 


Não acredito que ignorar as diferenças e agir como "se todos fossem iguais" é um erro. Somos diferentes e isso não é ruim. As diferenças sim ser evidenciadas e valorizadas. 

Ao fazer o trabalho de QERED e dizer que “as práticas educativas que se pretendem iguais para todos acabam sendo as mais discriminatória” Me fez muito lembrar de 2 situações:

  • A primeira foi a foto de Copacabana do início do ano e nossa crise de senhorita Morello de Todo Mundo Odeia o Chris. "A personagem Srta. Morello (Jacqueline Mazzarela) retrata uma pessoa branca que reconhece seus privilégios, mas de forma tão soberba que realmente se acha superior em tudo e acredita que todos os negros dependem de sua ajuda e assistência". Como nos faz refletir o texto publicado no Geledés - Instituto da mulher negra, muitas vezes até temos boas intenções, mas terminamo por subestimar e tratar de forma inferior, mesmo que sem intenção consciente.


  • A segunda situação que lembrei foi quando um aluno me perguntou se era ruim ele seguir religião de matriz africana, ou batuque como ele chamou, pois sua professora anterior, ao questionar a todos alunos quais usas religiões, disse que a dele não era assunto pra tratar em sala de aula. Não a toa crianças que seguem religião de matriz africana afirmam que a escola é o pior lugar onde mais se sentem discriminadas em relação a sua religião. A ex-professora desse meu aluno não criticou a religião que ela discordava, ela "apenas" ignorou o assunto e disse que as outras religiões eram assunto de debate em aula, aquela não.







  • Por fim, de verdade, o que defendo não é nem mesmo a equidade, mas a liberdade 




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Inclusão

   Muitas vezes me dou conta de que preciso me controlar no trato com os e as colegas de profissão. Me incomoda tanto alguns discursos de culpabilização dos alunos que acabo fazendo o mesmo com os e as profs. Precisei pedir para a professora que atende o AEE da minha escola responder um questionário. Essa colega não trabalha na minha escola, mas já trabalhou e lembro que outros colegas da escola diziam que ela era professora do aee, mas que na verdade era ela quem precisava do atendimento porque "ela que é inclusão". A mesma coisa é dita de um funcionário da escola que possui algumas dificuldades na compreensão do que lhe é solicitado. Olho pra tudo isso, pra forma como eu já reagi a esses comentários (rindo e muitas vezes os repetindo) e me dou conta que a primeira barreira pra acontecer uma inclusão real é a gente para de rotular e passar a entender que não é favor ou que é "anormal". O problema nem sempre são os outros. muitas vezes somos nós.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sujeitos com altas habilidades/ Superdotação.

A vantagem de e fazer um curso relativo ao trabalho que já fazes é a possibilidade de manter a relação entre prática e teoria de forma cotidiana. Ao ler sobre Sujeitos com altas habilidades/ Superdotação, foi impossível não enxergar de forma nítida um dos meus ex-alunos. Sempre fazemos relação com nossas salas de aula e com quem identificamos a partir das leituras, vídeos e debates, mas esse debate sobre alunos com altas habilidades me fez refletir sobre como sempre nos preparamos e tentamos observar os alunos que apresentam dificuldade de aprendizagens e rotulamos esse aluno como menos capaz. Não como alguém que possivelmente apenas não tenha se adequado ao sistema decora conceitos e os reproduz nas avaliações. 

  Me dar conta do quanto esse aluno se encaixa em praticamente todas as características do texto me fez pensar também nos problemas em fazer a graduação quando já em sala de aula. O quanto eu poderia ter auxiliado esse menino se tivesse identificado tais características quando ele era meu aluno, o quanto poderia ter diminuído um possível sofrimento dele nos anos sequentes em que ele foi taxado de rebelde, de chato, etc. 

  Já fui bastante subestimada pelos meus colegas por acreditar nas habilidades dos meus alunos e por querer que fossem mais críticos do que reprodutores de matérias que decoraram, mas ao fazer o debate ano passado sobre adequar todo o conteúdo das aulas para tirar boa nota em avaliações externas fiquei pensando no quanto sou eu a equivocada em não querer que eles apenas marquem o x na resposta correta. Talvez tenha ficado muito confuso, mas estou escrevendo enquanto vou pensando sobre o texto, o debate e o "soco no estômago" que foi me dar conta quanto poderia ter ajudado meu ex-aluno e pela minha falta de formação não consegui ajudar.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Pesquisa sobre racismo

 Link para o questionário para pesquisa sobre o racismo a partir das atividades de Seminário VI


https://docs.google.com/forms/d/1SwzCJunvQrkQFAKYgsJlE_kC6mpGtkPWviaetee0btk/edit


Quem é o verdadeiro deficiente?



Vídeo incrível, curtinho, sobre o que realmente é ser deficiente e como nossos apriorismos devem ser sempre repensados. A sociedade que não é inclusiva e exclui o que é "diferente", precisa se repensar e notar que o problema é a exclusão, não sermos diferentes uns dos outros. Como diria Rosa Luxemburgo, "Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"

Noventa dias de greve

Foram até agora quase 90 dias de greve, da sexta greve desde 2015. Tenho muitas dificuldades em realizar as atividades em época de greve porque minha vida vira uma loucura. Vou tentar resolver isso nos próximos dias, mas sinto que talvez não consiga e terei que arcar com as consequências de mais uma graduação abandonada por não dar conta.

Pra além disso, greve é sempre um aprendizado muito grande. Queria muito, muito mesmo, estar em sala de aula, mas como olhar para meus alunos e dizer que a educação é uma saída quando nem estou recebendo o salário? Como dizer pra eles lutarem por um futuro melhor, quando eu não o faço? Ser professora e estar na luta nos ensina que a educação não é uma simples repetição de conceitos, é fazer da aprendizagem uma arma pra mudar nossas vidas e pensar a sociedade. É aprender e ensinar como fazer tudo coletivamente e com muita solidariedade

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Povo que não tem virtude, acaba por ESCRAVIZAR

Iniciei uma postagem quarta-feira da semana passada e acabei a perdendo... Falava sobre a hipocrisia de se comemorar um folclore, criado no meio do Século XX como se fosse a história do estado. Sobre como celebram as suas "façanhas", ignorando que a principal herança foi uma sociedade que persiste quase tão racista como na época da escravidão. Fico com o movimento negro que canta a versão correta do que deveria ser o hino rio-grandense e afirmo que, povo que não tem virtude, acaba por escravizar.

Deixo também, e lembrarei, sim, todos os anos deste documentário