segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

pseudo-saber, arrogância e "matemática? Nãããããão!!!"

Tenho um sério problema com adquirir novos conhecimentos em algo que, em teoria, eu sei. Fazer uma graduação em que o assunto é justamente o que eu trabalho pode facilitar muito, como no caso que citei antes sobre a interdisciplina que trata sobre PPP e currículo, mas também é muito difícil porque cai naquilo que "eu já sei".

E esse pseudo-já-saber além de fazer com que haja uma certa arrogância ao realizar algumas atividades, faz com que seja difícil realizar outras. Quando cursamos a disciplina que falava sobre alfabetização, meu principal sentimento era de que eu trabalho com o 4º e 5º ano, as crianças já chegam alfabetizadas lá (o que nem sempre é verdade). Isso agora chega pra mim em matemática. Em teoria, meus alunos todos já conseguem fazer a relação número = quantidade e ler sobre isso me causa certa exasperação e ter de realizar o exercício de auto-crítica em que eu estou me formando em pedagogia, não em professora do 4º e do 5º ano.


Acredito que atividades que nos desafiem, nos levam a refletir e por isto mesmo, quase com dor, devo admitir que é possível que aprenda mais com esta disciplina do que com as que eu realmente gosto. Por exemplo, ler que 'segundo Danyluk (1997), a matemática infelizmente é considerada por muitos uma ciência para “poucos” ou uma ciência para “gênios”. A sociedade em si parece acreditar que a matemática está fora do cotidiano escolar. O que acontece é que a sociedade não percebe a matemática por isso não gostam, ou melhor, eles não foram alfabetizados matematicamente' é quase resumir a minha relação com esta parte do saber. É refletir sobre todas as vezes que não quis me esforçar nas aulas porque elas eram difíceis e poucos dariam conta e que não era um problema porque eu era "de humanas", saber que, mesmo me esforçando muito em sala de aula, é onde meus alunos mais têm dificuldades (em todas as turmas que dei aula) porque só os escolhidos que gostam dos números.

Talvez todo este texto seja produto de alguém lendo e escrevendo às 2h30min enquanto lê alguns textos, mas talvez explique o porquê de eu só ter parado agora para fazer as atividades de matemática

Mesmo com os muitos erros, tento acertar

Mas antes de iniciar as postagens sobre o material da recuperação, precisava vir postar o vídeo do trabalho de conclusão da interdisciplina Representação do Mundo Pelos Estudos Sociais. Esta foi, sem dúvida alguma a minha favorita do semestre e, mesmo já tendo postado quase tudo aqui do projeto, quis postar o resultado porque é uma das coisas que mais me fez feliz como professora em 2016

Recuperação

Obviamente entrei no período de recuperação e obviamente me atrasei ainda mais para começar a fazer as coisas. Ok, tive alguns problemas pessoais, mas a maior continua sendo a autosabotagem e a ideia de que "vou conseguir" mesmo deixando tudo para p último segundo.

Sei que matemática não é m assunto que lido muito facilmente e que o fato de o site da interdiciplina não poder ser acessado do celular me atrasou muito e contribuiu com a incapacidade de realizar em tempo hábil antes da recuperação, mas também sei que faz sentido ter assinado o termo em que me comprometo a dedicar 20h semanais à interdisciplina (ainda que saiba que entrarei o ano em greve e que isso vai fazer com que eu me bagunce).

Vou começar a realizar as atividades de matemática para também poder realizar a da Escola, PPP e currículo. Interdiciplina que tem tudo para ser uma das minhas favoritas, afinal trata de um assunto que nos faz muita falta no cotidiano da escola e que os materiais que até então acompanhei são extremamente motivadores.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Conciência Negra part2 - Sugestão de livros

Sociedade em construção histórica e cultura Africana
“LIVRO: SOCIEDADE EM CONSTRUÇÃO HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Dois livros em um só volume contemplarão o conteúdo programático da disciplina obrigatória História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, para ensino fundamental e médio. É um material didático que contempla integralmente a Lei 11.645, em vigor desde março de 2008, que obriga a inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena como disciplina no currículo oficial das redes pública e particular de ensino. Trata-se de dois livros em um só volume. Sociedade em Construção/História e Cultura Afro-Brasileira/O negro na formação da Sociedade Brasileira é um dos livros, e Sociedade em Construção/ História e Cultura Indígena Brasileira/ O índio na formação da Sociedade Brasileira é o outro. Ambos são de autoria do jornalista e sociólogo J. A. Tiradentes, em parceria com a mestre em Educação pela USP, Denise Rampazzo da Silva. A nova disciplina deverá ser ministrada em especial nas áreas de Educação Artística, Literatura e História, no ensino fundamental e médio, como foi estabelecido. "Nós escrevemos com a lei à nossa frente e sob consulta o tempo todo", disse Tiradentes. Segundo ele, os livros atendem a uma reivindicação do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. "Gil dizia que só a Fundação Palmares havia se preocupado em produzir conteúdos sobre o tema, tanto que o nosso livro tem o aval de Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura", afirmou. De acordo com a editora Direção Cultural, que comprou os direitos dos autores e é a responsável pela impressão e distribuição, a proposta de confeccionar dois livros em um único volume leva em consideração a redução do preço final, de armazenamento e de transporte, cuja economia permite vender dois livros pelo preço de um. Para Tiradentes, esse formato beneficia o planeta duplamente: primeiro, porque economiza milhares de árvores para a impressão de dois livros num só exemplar, já que reduz a quantidade de papel na capa. Em segundo lugar, porque o livro é impresso com papel reciclado. Dividida em 14 capítulos a edição segue rigorosamente o que estabelece a lei, quanto ao conteúdo programático. Eles tratam dos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira a partir dos dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Também resgata a contribuição das etnias nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. A capacitação dos professores é feita por meio de recurso digital. Ou seja, através do método EAD - Ensino a Distância, tendo em vista a parceria firmada entre o editor e o Instituto de Tecnologia, Pesquisa, Gestão e Educação Virtual do Brasil (ITGVBR), que tem como associadas algumas das mais tradicionais instituições de ensino a distância do Brasil. Consulte o site www.livroafrobrasileiro.com.br para outras informações. Conteúdo A parte afro-brasileira do volume tem 114 páginas e a indígena 71 páginas. A primeira é composta de oito capítulos e aborda temas como: O Continente Africano; A história da África e dos africanos; O contato entre o europeu e o africano e a chegada do negro ao Brasil; Escravidão no Brasil: formas e tipos diversos; A luta dos negros no Brasil, uma história de resistências; Abolicionismo, a luta pela liberdade; A cultura negra e a sua influência no Brasil e O negro na formação da sociedade nacional.
Vinte dos principais grandes personagens afro-descendentes brasileiros são destacados nesta parte. Já o livro sobre os povos indígenas brasileiros está dividido em seis capítulos: A presença do homem no continente americano; O contato entre os europeus e os indígenas; Escambo e escravidão nos primeiros anos de colonização; Os índios do Brasil; A cultura indígena e a sua influência na formação da sociedade nacional e As contribuições dos povos indígenas ao Brasil e ao mundo.!


 COLEÇÃO AFRICANIDADES 

O assunto trata da questão da inclusão numa perspectiva sociocultural. Dessa união nasceu a Coleção Africanidades.
Contém 10 livros + 10 CDs com jogos para computador, belas músicas e vídeos dos livros com interpretação em Libras e legendado.
   

                                            Títulos da coleção:
                                             A história dos Africanos no Brasil
                                             A Influência Africana no nosso idioma                   
                                            Religião Africana no Brasil
                                            Atualidades em Africanidades
                                            Festas Populares
                                            Jogos, brincadeiras e cantigas
                                            Personalidades e personagens
                                            Culinária Afro- Brasileira
                                            Artes
                                            Folclore e lendas

                                                   Fonte: Livraria da Lua

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Consciência Negra

Na última semana tivemos aula de "Representação do Mundo pelos Estudo Sociais". (bateu uma certa - enorme - saudade das Ciências Sociais. Uma das discussões mais importantes pra mim foi a cerca do trabalho com a cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. É incrível como, nas escolas e que o trabalho é melhor neste quesito, elas são trabalhadas apenas em novembro e abril, respectivamente.

Este ano tivemos piquetes para comemorar a Guerra dos Farrapos e tinha as culturas formadoras do RS. Ou seja, alemã e italiana. Quando questionei sobre a negra, "mas tem novembro".

Já que é tão difícil este trabalho pra alguns colegas, decidi construir um acervo de sugestões. Ele ainda está em construção, mas vou adicionando aqui

Sugestões

Personagens históricos que seriam importante trabalhar nesta data -

Ao contrário do que se costuma trabalhar, a história do negro e da negra é muito maior do que a escravidão. Nomes que seriam importantes de discutir nesta data

Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) - Patrono da minha Escola e principal nome da escultura no período Barroco.

Zumbi dos Palmares - Zumbi dos Palmares nasceu em 1655, no estado de Alagoas. Ícone da resistência negra à escravidão, liderou o Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. Localizado na região da Serra da Barriga, atualmente integra o município alagoano de União dos Palmares.

Embora tenha nascido livre, Zumbi foi capturado aos sete anos de idade e entregue a um padre católico, do qual recebeu o batismo e foi nomeado Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre nas celebrações de missas. Porém, aos 15 anos, voltou a viver no quilombo, pelo qual lutou até a morte, em 1695.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da luta contra a escravidão, lutou também pela liberdade de culto religioso e pela prática da cultura africana no País. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

Dandara - Você provavelmente sabe quem foi Zumbi dos Palmares, o que ele fez e qual o seu significado na nossa história e na luta negra, certo? E Dandara dos Palmares, você sabe quem foi?
Além de esposa de Zumbi e mãe de 3 filhos, ela lutou com armas pela libertação total das negras e negros no Brasil, liderava mulheres e homens, também tinha objetivos que iam às raízes do problema e, sobretudo, não se encaixava nos padrões de gênero que ainda hoje são impostos às mulheres. É exatamente por essa marca do machismo que Dandara não é reconhecida nem estudada. A maior parte da sua história é envolta em grande mistério.
Dandara suicidou-se (jogou-se de uma pedreira ao abismo) depois de presa, em 6 de fevereiro de 1694, para não retornar à condição de escrava. Ela ainda vive em todos que lutam por liberdade.
Machado de Assis - Joaquim Maria Machado de Assis quase dispensa apresentações, pois é considerado o maior nome da literatura brasileira. Além de seus tão conhecidos romances, publicou contos, poemas, peças de teatro e foi pioneiro como cronista. Publicou em inúmeros jornais e foi o fundador da Academia Brasileira de Letras, juntamente com escritor José Veríssimo. Machado de Assis foi eleito presidente da instituição, ocupando este cargo até sua morte. Escreveu mais de 50 obras, mas está para sempre imortalizado por causa das obras Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro, (1899) e O Alienista (1882). Vale relembrar que até pouco tempo atrás, era representado como um homem branco em determinadas propagandas.
Carolina Maria de Jesus -Carolina Maria de Jesus, moradora da antiga favela do Canindé, em São Paulo, é conhecida por relatos em seu diário, que registravam o cotidiano miserável de uma mulher negra, pobre, mãe, escritora e favelada. Foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, encarregado certa vez de escrever uma matéria sobre uma favela que vinha se expandindo próxima à beira do Rio Tietê, no bairro do Canindé; em meio a todo rebuliço da favela, Dantas conheceu Carolina e percebeu que ela tinha muito a dizer. Seu principal livro é Quarto de despejo (1960), no qual há relatos de seu diário. Também publicou Casa de Alvenaria (1961); Pedaços de fome (1963); Provérbios (1963); postumamente foram publicados Diário de Bitita (1982); Meu estranho diário (1996); entre outros.



Links -
34 Contos africanos - http://oincrivelze.com.br/…/download-arquivo-com-34-contos…/

Livros infantis sobre cultura afro e racismo -   http://oincrivelze.com.br/2015/11/livros-infantis-sobre-cultura-afro-e-racismo/

Materias da cultura afro-brasileira disponibilizado pelo MEC - http://dhaena.com/2016/05/cultura-afro/

Máscara africanas de papel - http://oincrivelze.com.br/2015/11/como-fazer

Página no Facebook com material para aplicar as - Leis 10.639/03 e 11.645/08 - Material de apoio ao educador -

Halloween

Iria começar as postagens com outro assunto, mas este assunto está tão latente em mi agora que não consegui não escrever sobre ele...

Desde o ano retrasado começamos a comemorar esta festa na minha escola. Este ano, inclusive, será de superprodução com festa a noite (das 18h ás 21h... com o horário de verão ainda deverá ser dia) para os anos finais. Os alunos e as alunas adoram, é a minha festa favorita, todos na escola gostam... Mas obviamente recebemos críticas por fazer uma festa "gringa".
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"Não é da nossa cultura. Hoje é o dia do Saci"


Gosto do Saci. Ele é um dos poucos personagens da nossa cultura que é negro. Sou colorada... É quase obrigação gostar do mascote do meu time. MAS...

Resultado de imagem para somos as netas das bruxas ueNão é pra isso que temos o dia do Folclore? Se é tão importante, ok. Comemoramos o dia do Saci. Mas por que isto entraria em conflito com o Halloween? Por ser festa estrangeira? Mas o natal, a páscoa, São João, o CARNAVAL (a mais brasileira das festas, o fato social total do Brasil, etc) TAMBÉM tem origem em outros países. Ok, os Celtas não tem tanta tradição entre os brasileiros e a festa só veio para cá por conta de filmes, séries estadunidense e começou a ser comemorado pelos cursos de inglês. Mas estas outras festas citadas só foram trazidas pro nosso país porque o nosso colonizador as festejava. Não vejo sentido em comemorar uma e não as outras.

Comemoro (no sentido de lembrar junto, de não deixar esquecer) neste dia as mais de 100 mil mulheres que morreram na fogueira por serem bruxas, comemoro o direito a fantasia, comemoro o Potterday (sou Potterhead* <3)... E QUAL O PROBLEMA DISTO?







* Como são chamadas as pessoas que são muito fãs do Harry Potter

RESUMINDO
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2016/2

Não... Até agora eu não havia escrito no blog. E não foi por falta de tempo ou de organização... Eu simplesmente esqueci dele! Sei que não sou nenhum exemplo - muito longe disto - de organização ou ao menos de fazer as atividades nas datas corretas, mas o blog é a minha parte favorita do semestre. Tanto que desde que lembrei dele, já tive várias ideias para postagens. Iniciarei algumas hoje e outras tentarei amanhã ou até o fim da semana.