quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tentando corrigir o "ERROR"

Realmente fiquei deprimida ao perder a postagem. Pela primeira vez em algumas semas estava lendo o texto pausadamente, fazendo quase um fichamento para responder. Indo aos poucos, escrevendo e refletindo. Tanto que para reescrever não precisei voltar ao texto nenhuma vez. Provavelmente o texto final ficou muito aquém do que teria ficado o primeiro, mas neste momento em que estou frustrada com uma série de coisas, ter cometido este erro me deprimiu. Postarei o texto aqui para que possam ler e, conhecendo a teoria, possam opinar sobre o que escrevi e me ajudem a continuar refletindo e reformulando as sínteses.


"Ao nos questionarmos sobre a importância do brincar, sempre respondemos que o brincar em sala de aula é fundamental, que devemos propiciar aos nossos alunos momentos lúdicos. Mas muitas vezes podemos observar na escola este discurso sendo muito distante das nossas práticas. O recreio e a recreação passam a ser por "merecimento" e não como conteúdo obrigatório das nossas aulas. Utilizamos jogos para ensinar os conteúdos, mas suprimimos a parte em que os alunos tem que criar e os fazemos apenas reproduzir o que consideramos importante. Centrarei a análise teórica do brincar ao capítulo "Concepções do brincar na psicologia, de autoria de Vieira, Carvalho e Martins. No texto as três, apesar explicarem que os estudos psicanalíticos do brincar não se reduzem aos três, elas retomam as explicações de Winnicott, Piaget e da abordagem sócio-cultural. Se para o primeiro a relação da criança com o brincar será influenciada pela relação que esta teve quando bebê com sua mãe. E seria nossa tarefa como educadores propiciar aos estudantes um ambiente afetivo e seguro, que possibilite a criança a criar. Já para o segundo (Jean Piaget), os jogos devem ser pensados a partir da fase do desenvolvimento cognitivo dos nossos alunos, possibilitando a ele a compreensão do seu meio e caberia a nós a oferta de material adequado á fase de cada um e observar a evolução de uma fase a outra. Já para a abordagem histórico-cultural, as brincadeiras se  originam no conflito das crianças entre o desejo de serem adultos e a impossibilidade de o serem. E o brincar seria uma forma de desenvolver seus processos psicológicos tais como abstração, autocontrole, etc."

ERROR

Aquele momento em que te dá muita raiva por um erro que provavelmente não é (totalmente) tua culpa. Já falei sobreo atraso nas atividades. Pois bem, estou a 1 hora da manhã, tendo que levantar às 7h, respondendo um fórum da interdisciplina de ludicidade, Pensei duas vezes enquanto escrevia que deveria copiar antes de tentar enviar (porque quando demoramos a postar o moodle pede a senha outra vez), pois bem esqueci de copiar. Cliquei em postar  e a resposta que recebi foi que eu era convidada e não poderia fazer postagem. Refiz o login e... Nada, zero. O texto enorme, que demorei uns 40 minutos fazendo simplesmente sumiu.. Estou profundamente irritada, mas vamos lá refazer...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Direito ao brincar, liberdade expressão e um vídeo que adorei

Como falei na postagem anterior (sim, dividi as postagens em 2 porque tenho poucas e quero garantir que tenha o número mínimo pra apresentar o workshop, hehe) estou pondo as atividades em dia e tem coisas que eu ainda não tinha visto. Vi há pouco o vídeo "O fim do recreio" que é incrível. Não só por trazer a discussão da importância do brincar, mas porque foi impossível pra mim não relacionar ele com o famigerado PL190 que trata sobre a escola sem partido. 

"Acredito que viver significa tomar partido", já diria Gramsci. 


Entendo as pessoas que acham que devemos ter independência de partidos e governos -  defendo isto pro sindicato, imagina pra escola - mas este projeto nada mais é do que a lei da mordaça. Proibir o livre pensamento é, não só um absurdo, como inconstitucional. O conselho Estadual de Educação caracterizou o projeto de lei como "uma ameaça a liberdade de ensino". e relembra que ele fere, além da constituição, a Constituição Federal no artigo 206, a Declaração Universal dos direitos Humanos, a Declaração Universal do Direito das crianças, a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, a LDB e o ECA. Sabemos que a Constituição não tem sido muito respeitada, mas é um absurdo que uma lei destas seja aprovada em nosso estado (ou no Município, uma vez que algo bem parecido foi proposto na câmara de Vereadores de Porto Alegre)


Se não existe educação neutra, se toda neutralidade é uma opção escondida, que tomemos partido. O partido real da educação, da liberdade de expressão e do nosso direito à livre expressão das nossas opiniões. 






(o parecer do CEEDRS pode ser acessado aqui)

Preciso me organizar, preciso me organizar, preciso me organiza... (talvez se cantar este mantra consiga realmente me organizar)

Estou atrasada - que novidade! - nas atividades. Elogiei bastante a forma como ludicidade propôs suas atividades. Sempre achei que algumas de nós quer quase uma babá, que diga exatamente o que tem que fazer e quando. Fazer sem data prévia garante a autonomia e a independência das/dos alunas/alunos. O problema é que eu sou muito desorganizada... Poderia pôr a culpa nos meus 45 dias de greve, mas ano passado foi o fato de ter 2 turmas, este semestre a greve... qual seria a próxima desculpa? Mas é inegável que estou correndo agora contra o tempo. Fazendo o maior número possível de possível de atividades pra não precisar ficar com tudo pra julho. Fiz assim no último semestre e quase conta. Espero dar neste e conseguir me disciplinar pra não falhar tanto no próximo...

...

MAIS UMA VEZ SALVEI COMO RASCUNHO E NÃO PUBLIQUEI. COMO FOI UM MOMENTO DE ANGÚSTIA, DECIDI POSTAR (MESMO QUE TALVEZ CONTINUE ACHANDO QUE ESTE "NÃO É O ESPAÇO), POIS COSTUMO TER UMA POSTURA IMPOSITIVA E DÚVIDAS SEMPRE DEMONSTRAM COMO NOSSOS PENSAMENTOS SÃO CONSTRUÍDOS.


Nem sei mais o que escrever ou refletir. Estou há 6 semanas em greve. Ocupei coordenadoria, ocupei o CAFF, acompanhei algumas ocupações de escola... Participei/participo de reuniões do comando estadual. Tudo isto pra garantir uma escola pública, gratuita e de qualidade. Muitas pessoas não fazem greve e usam argumentos tais como:

- "estou preocupado com meus alunos" - Escolas estão desabando, prédios em ruína, fiação correndo o risco de pegar fogo... Sem contar que existe o risco de, se o PL44 for aprovado, das escolas serem entregues a iniciativa privada.

- "Sou contratado/estou no estágio probatório posso ir pra rua" - Se o pl44 for de fato aprovado e as escolas forem administradas pelas empresas de privadas, eles poderão gerir até mesmo o pessoal. Os nomeados irão para as escolas que sobrarem. E os contratados?

- "não posso ter o dinheiro descontado" - Estamos em junho. Além do governo debochar da nossa cara ao afirmar que este ano parcelou apenas seis vezes o salário, o Banrisul descontou, em parcela única, o empréstimo que deveria ter debitado em novembro e o governo não nos pagou. Ou seja, todos fomos descontados e estamos com a a conta negativada.

Sei que este não é o espaço para discutir isto, mas estou realmente cansada. Ainda mias porque há professores que não entenderam a situação das escolas (estaduais e municipais em Porto Alegre) e querem que realizemos em nossas turmas algumas atividades. Sexta-feira tem assembleia. Talvez volte segunda pra turma, talvez não. O que devo fazer?

domingo, 29 de maio de 2016

Greve, ocupações e a aprendizagem de tudo isto.

   Já ouvi algumas vezes, de diversas pessoas diferentes que a luta educa. Que lutarmos pelo que nos parece justo e pelo que acreditamos faz com que aprendamos a não sermos resignados frente a vida. Sempre levei este ensinamento muito a sério e consigo perceber e toda a realidade que me rodeia o quanto ele é verdadeiro.
   Nunca gostei de falar em público. Minha timidez e minha insegurança sempre foi uma barreira gigantesca para que conseguisse expressar minhas opiniões. Mas a vida nem sempre faz com que os sintamos o tempo todo confortável. Sendo assim, um dia - há alguns anos - organizamos o 1º Encontro de Mulheres UFRGS na Faculdade de Direito. O encontro foi um sucesso e no primeiro dia haviam 300 pessoas presentes. Me foi dito que eu precisava falar pra todas estas pessoas. Não mediar mesa ou dar informes, mas fazer falas políticas. Quase morri, suei frio, gelei, mas fiz. E todos os anos depois fiz falas em passagens nas salas de aula enquanto movimento estudantil. Participei de inúmeras discussões sobre opressão e outras disputas politicas. Isto me deixou preparada para lidar com situações em sala de aula, isto fez com que minha atuação em sala de aula fosse modificada e, por último, fez com que fosse muito mais fácil as passagens escolas como comando de greve. Há uma frase do Paulo Freire que eu concordo muito que é "Ser professor e não lutar e uma contradição pedagógica".

   Outra experiência incrível que pude e posso presenciar é o movimento de ocupação das escolas no estado. As alunas e os alunos demonstrando na prática que estão inconformados com a situação da educação e QUEREM estudar - apesar de muitos os acusarem de querem bagunça. Estar nas ocupações me faz refletir sobre o quanto o nosso sistema educacional falha com estes alunos. Afinal, na maior parte delas, vemos aqueles alunos que sempre faltam, que nunca entregam os trabalhos e que são arredios, tomando a frente e organizando as e os colegas. Disciplina é essencial para organizar o trabalho, concordo com isto. Mas quando ela é apenas imposta, as pessoas se rebelam; quando ela é construída coletivamente, ela não é só respeitada, como todos contribuem para isto e é esta a experiência que tenho das ocupações. Ver as alunas e os alunos organizando aulas, palestras, grupos de estudos sobre assuntos que eles sabem ser importantes, mas também que eles querem me faz pensar sobre como devemos ouvir os alunos e não só nos discursos, mas na prática. Tento entender aqueles colegas que são contra o movimento de ocupações - dar aula pra aluno crítico é mais difícil do que para aqueles que aceitam de maneira dogmática o que o professor fala - mas me entristece que não tenham percebido a riqueza deste momento e o quanto podemos aproveitar. Há inclusive a iniciativa de alguns pesquisadores de começar um estudo sobre a pedagogia das ocupações. Na última sexta-feira, 27/05, ocorreu um debate na FACED/UFRGS que infelizmente não pude comparecer. Por fim, concluo com uma faixa dos alunos da escola e que conclui o ensino fundamental (e que foi essencial na minha escolha de profissão)
"Não somos desocupados. Estamos ocupando o que é nosso."

terça-feira, 10 de maio de 2016

Seminário, LIBRAS e postagens no blog

   Eu estava tão empolgada no ENE em fazer as postagens quena primeira foi fwita lá mesmo. Iniciei o rascunho da segunda, mas não sei como apaguei e não consegui retomar. Entrei umas 3 vezes pra fazer, mas acho que desenvolvi um bloqueio (ok, é drama, mas é só a forma de introduzir o assunto).
   Das coisas que mais queria falar sobre o ENE, pode ser contemplado ao falar da aula da última quarta-feira em que iniciamosna interdisciplina de LIBRAS. Das minhas lutas por inclusão (que tem mais a ver com os grupos oprimidos - mulheres, negras e negros e LGBT), trouxe um enorme respeito e solidariedade por todas e todos os que históricamente tiveram que se adaptar para a sociedade pudesse aceitá-los. E a luta de surdas e surdos vai muito ao encontro de tudo que sempre acreditei.
   A luta desta comunidade pela sua identidade, por ser sujeito da sua história e não apenas por não ser o que é "normal", por ser falta. São uma comunidade com identidade e luta própria, com organização e exigências de tudo que é necessário não para serem aceitos, mas para fazer parte da sociedade sem essa visão de caridade dos ouvintes.
   Ter a sua LÍNGUA aceita como oficial no país que por cerca de um século proibiu sua forma de cominicação é um ganho gigantesco. Ter garantido por lei e por decreto o ensino de sua língua aos futuros e futuras professoras é, sem dúvida, um ganho enorme. ENTRETANTO, esse ensino - uma disciplina por graduação - é insuficiente. Temos que refletir sobre a inclusão e o quanto estamos excluindo aquelas e aqueles alunos que deveríamos ensinar, mas que não somos verdadeiramente preparados a isso. Acho que deveríamos - todos que se pretendem professores - tornarmos bilíngues,  não só por facilitar em algum aspecto nossa vida (como no exemplo da prof de conversa a distância mesmo para quem é ouvinte), mas por saber que  poderemos receber alunos surdos em nossas salas. Por mais que seja exigência da comunidade surda, nem sempre será possível estabelecer as escolas específicas e o que faremos nesse momento? Nem apoiadores para alfabetização temos nas escolas - e deveria ser obrigatório depois do PNAIC - muitas vezes temos turmas com mais de 30 alunos, mesmo com alunos de inclusão. Quem garantirá - ou mesmo cogitará a possibilidade - interpretes em sala de aula?


  Mas retomando o ENE. Uma das melhores experiências, e sobre o que falei no início desta postagem, foi que tínhamos intérpretes e elas foram extremamente ativas durante o evento. Foi um encontro, ou a etapa regional do encontro,  que discutiu muitos aspectos da educação e nos mostrou na prática um dos aspectos que tanto nos preocupa cotidianamente.

Intérprete de LIBRAS durante o ENE